18/7/2010 - Evandro participou de um percurso chamado SCORE em Londres e conta como foi.
O Atleta do Cotrim Evandro Pires Prieto, 28, está realizando uma viagem pela Europa e participou em Julho de um percurso treino em Londres. Assim como na França, o atleta observou elementos que podem ser utilizados no clube.
Leia a matéria abaixo publicada em seu site pessoal (http://www.evandroeclaudia.com/component/content/article/39-orientacao/78-orientacao-em-londres).
Ao chegar em Londres pesquisei na internet
se havia algum clube que estaria realizando algum evento próximo à
cidade naquele final de semana. Ao acessar o site da confederação
britânica (British Orienteering – http://www.britishorienteering.org.uk/)
fiquei impressionado com a qualidade e profissionalismo deles. O site é
muito bom! Tem as informações que você precisa de forma prática. Para
vocês terem uma idéia consegui ver que existiam cerca de 4 eventos que
iriam ocorrer naquela semana perto do Londres. O legal é que o site
exibe um mapa com todos os locais e fica muito fácil de ver qual é o
mais próximo. Recomendo a todos que acessem o site e naveguem um pouco
por ele. Assim como na França o site explora bem a divulgação sobre os
Percursos Fixos, lá chamados de POC (Permanent Orienteering Curses).
Ao ler sobre os eventos escolhi o mais próximo e também o que tinha acesso por trem. Para minha surpresa li que o evento seria um pouco diferente do tipo de percurso que conhecemos. Antes de explicar os detalhes do formato do evento vou contar algumas coisas que gostei sobre a organização.
Ao chegar ao local marcado percebi que este tipo de evento é mais um
tipo de treinamento do que uma competição. A organização é bem simples e
se parece muito com nossas. Tive a oportunidade de chegar no exato
momento em que estavam preparando os prismas para colocação em campo.
Uma coisa que vi que podemos utilizar no Cotrim é a base de prisma feita
de plástico. Tirei bastantes fotos para vermos como ficou. A base
eletrônica fica presa a esta “vareta” de plástico. Pelo que pude
comprovar ela fica bem firme no chão. A grande vantagem deste tipo de
material é o peso para o colocador dos prismas. Como usamos bases de
metal a diferença é grande.
Aqui a realidade é outra e o clube DFOK
(Dartford Orienteering Klubb) que é de certa forma um clube pequeno com
apenas 90 associados possui seu próprio equipamento SportIdent. A
apuração do evento é imediata e praticamente não usa papel.
Também
pude conversar com eles a respeito das inscrições e verifiquei que os
participantes possuem uma carteirinha impressa da Bristish Orienteering.
Existe um formulário em papel sempre disponível para a associação
gratuita à BO. (Seria o órgão semelhante à nossa CBO).
Para os
associados que não possuem o SportIdent, aqui chamado de Dibber, o clube
aluga pelo valor de 1 libra por evento. O responsável pelo percurso
informou que este valor consegue praticamente pagar o equipamento em
pouco tempo.
Agora vou contar sobre o formato do percurso que
participei aqui chamado de SCORE. Este formato pode ser facilmente
aplicado em nossos percursos no Cotrim. Vou explicar as regras:
1) Cada atleta recebe uma carta com 3 mapas do local. Em cada um
destes três mapas existe um conjunto de pontos de controle (que não
estão ligados) apenas com os números. Estes mapas são chamados de grupos
A, B e C. O “A” é o mais fácil e é formado pelos prismas de numeração
60 (61,62,63...) o B intermediário com os prismas 70’s e o C o mais
difícil com os prismas de numeração 80.
2) O objetivo do atleta é
percorrer o maior número de prismas dentro de um tempo limite. No nosso
caso foi de 45 minutos.
3) O atleta pode escolher a sequência de
prismas que desejar dentro do grupo bem como escolher por qual grupo irá
iniciar.
4) Ao término de cada grupo o atleta sempre deve passar
por um prisma final (no caso de nossa pista era o prisma 90).
5) O
atleta não é obrigado a percorrer todos os prismas daquele grupo mas
deve sempre passar pelo prisma final (90) antes de iniciar um novo
grupo. Uma vez que o atleta tenha iniciado um grupo e tenha optado por
não finalizá-lo os prismas que ficaram não poderão mais ser visitados.
A apuração ocorre da seguinte forma:
Cada controle visitado dá 1
ponto ao atleta. Será deduzido 1 ponto do score total do atleta a cada
minuto que exceder o tempo total da prova.
Na prova em que participei existiam 30
prismas. Sendo 10 em cada um destes grupos. A grande sacada deste tipo
de atividade é que você recebe o mapa antes e isso permite ao atleta
realizar uma análise de qual a melhor rota a ser percorrida. É
exatamente este fundamento que a atividade visa aperfeiçoar. Requer
também uma boa memorização pois como não há sequência pré-determinada e
no caso da apuração eletrônica você não tem os picotes para saber se já
passou por todos os pontos daquele grupo.
O fato de permitir também
que seja escolhido por qual grupo iniciar permite o atleta adaptar a
prova ao seu preparo. Ele pode fazer o grupo A que é mais fácil e que é
praticamente só corrida ou pode tentar iniciar pelo C que é mais difícil
e depois finalizar com o A que é só corrida. Ou seja.. ele escolhe o
que considerar melhor.
Para mim foi uma experiência única. Tenho
certeza de que poderemos fazer isso no Cotrim visando um melhor
treinamento de nossos atletas. Fica aí a sugestão para que façamos um
percurso assim.
Link do Picasa: http://picasaweb.google.com/fotosevandroeclaudia/LondresOrientacao#
(Vejam as fotos em alta resolução)